Há algum tempo que sentia medo. Não sabia de quê, nem porquê. Apenas sentia medo. Acordava de noite com medo, medo que lhe fizessem mal, medo que a vida acabasse assim de repente, depois de tanto tempo à espera. É que ainda não tinham chegado os momentos de felicidade que achava que merecia da vida. E o relógio estava sempre certo.
Para me explicar melhor o que sentia, tirou do bolso um recorte de um artigo da revista Selecções do Reader’s Digest. Eu pensava que já ninguém lia a Reader’s Digest. Desde miúda que não via aquela revista e, de imediato, surgiu na minha memória a recordação das férias de verão em casa da minha avó. Naquele tempo em que, nos dias quentes, eu ficava à espera do fim da tarde para ir tomar banho ao rio e, no entretanto, lia as revistas que existiam lá por casa.
Para me explicar melhor o que sentia, tirou do bolso um recorte de um artigo da revista Selecções do Reader’s Digest. Eu pensava que já ninguém lia a Reader’s Digest. Desde miúda que não via aquela revista e, de imediato, surgiu na minha memória a recordação das férias de verão em casa da minha avó. Naquele tempo em que, nos dias quentes, eu ficava à espera do fim da tarde para ir tomar banho ao rio e, no entretanto, lia as revistas que existiam lá por casa.

1 Comments:
Também a mim as Seleções Reader´s Digest me fazem lembrar os tempos de miúda que passava em casa da minha avó, pouco tumultuosos e muito quentes. Voltar a ver um artigo dessa célebre revista reaviva todas essas memórias, tal como a lembrança do caminho esquecido ;), preenche qualquer coisa cá dentro que quer mais...depois, é voltar a pegar na ousadia dos mergulhos no rio e nadar por ai fora ;))
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