quinta-feira, janeiro 05, 2006

É tão bom

Ontem, ouvi isto na RUC e fez-me sorrir. Lembrei-me de vocês e, principalmente, da Sofia que me deu esta música num cd lindo pelos meus anos. Obrigada!

"Vale a pena ver
castelos no mar alto
Vale a pena dar o salto
pra dentro do barco
rumo à maravilha
e pé ante pé desembarcar na ilha
Pássaros com cores que nunca vi
que o arco-íris queria para si
eu vi
o que quis ver afinal

É tão bom uma amizade assim
Ai, faz tão bem saber com quem contar
Eu quero ir ver quem me quer assim
É bom pra mim e é bom pra quem tão bem me quer

Vale a pena ver
o mundo aqui do alto
vale a pena dar o salto
Daqui vê-se tudo
às mil maravilhas
na terra as montanhas e o mar as ilhas
Queremos ir à lua mas voltar
convém dar a curva
sem se derrapar
na avenida do luar"

(Sérgio Godinho)

2 Comments:

Blogger Sofiiiiiiiii said...

Num dia, há largos meses atrás, a propósito do que me fez afastar, escrevi isto. É um texto, para mim, carregado de dor. Não és tu a protagonista do bar, mas tenho a certeza que ao lê-lo vais compreender o que senti quando me enviaste a sms. Qualquer coisa comparável a uma imensa felicidade... talvez fruto de uma grande espera por uma coisa tão simples como esta.
...
Eu sei que não era preciso, eu sei que sim, eu sinto, mas há momentos... e repito há momentos em que é tão bom ouvir essas coisas tão simples. Porque a nossa cabeça é um mundo. Está cheia de momentos que vivemos, que nem sempre são bons, momentos privados que nem toda a gente sabe. Momentos que no sofrimento nos confundem e baralham até aquelas pequenas certezas que sabemos e sentimos. Também não posso deixar de dizer que, de algum modo, alguma coisa me impede ainda de exteriorizar essa imensa felicidade... mas acho que é apenas por vir mais tarde do que eu tantas vezes, mesmo muitas, esperei que acontecesse... Mas não importa! Isto até me dá vontade de chorar e sei que é rídiculo, mas olha... não posso esconder quem sou.
Por tudo (tu sabes!) muito obrigada, noquitos.

Foi isto que escrevi:
"Como é possível?!
Ainda no outro dia, tu dizias-me, meio em surdina, sentires-te orgulhosa das tuas amigas! No meio de um bar, como calculas, nem soube bem a propósito de que bebida estarias com aquela conversa. Conclui por instantes que os feitos que te contava, orgulhosa e voraz de mim própria, te teriam contagiado. Sabes, é que estes momentos em que andei na guerra, estive lado a lado com o teu abandono e foi numa especie qualquer de força que me ergui!
E eu perguntei-me, como quem ecoa a voz para dentro de si sem ser descoberto:como é possivel?!
Como é possivel ouvir uma frase desejada durante tantos meses no momento mais inoportuno dos meus últimos tempos?

Assaltaram-me tantos pensamentos e tantas frases que foi o risco de te afogar de vez que me impediu de as cuspir desenfriadamente... E é apenas este meu instinto de amor ou amizade ou seja lá o que isso for, que te mantém acesa
e viva
e a lembrar-me várias horas por dia,
cada dia,
que num dia
o que nos unia
era qualquer coisa de sublime!"

... um abraço.

quinta-feira, janeiro 05, 2006  
Blogger noquitos said...

Sei que as minhas frases, as vezes lacónicas, as vezes ausentes, nem sempre são oportunas, e o momento certo passa, muitas vezes sem darmos a devida importância às coisas. Os motivos podem ser tantos. Muitas vezes, não disse as palavras certas quando devia. Sei que conheces a minha forma de ser lacónica e que nao costumo fingir que gosto de alguém. E acho que sabes que gosto e sempre gostarei muito de ti. Sei que a chama da tua amizade perdurou e perdura sempre. A minha também.
Ainda me espanto com o facto de conseguires adivinhar o que estou a pensar só através do meu olhar. Ainda me has-de explicar como fazes isso! :)
Um beijo muito grande

quinta-feira, janeiro 05, 2006  

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