DESabAFo ou ProvérbIO?
Mais cega é a pessoa que não muda ou aquela que não vê a mudança?
Sentido || substantivo masculino: função psicofisiológica que consiste em experimentar certa espécie de sensação | significação; interpretação | ideia; pensamento; atenção; mira; propósito; fim; aspecto; ponto de vista; perspectiva | orientação de um deslocamento; direcção; orientação; rumo | faculdade de julgar; razão; bom senso; entendimento; ideia constante; lembrança persistente | posição de tropas ou ginastas em formatura; figurado voluptuosidade; sensualidade…
| cerebral palsy |
6 Comments:
Hmmm...não sei se percebo bem o sentido desse provérbio/ desabafo ou desafio ;)
Mas acho que se a pessoa que não muda está fixada num ponto e olha sempre na mesma direcção não vê o que se passa a sua volta e perde muito do que poderia aproveitar doutra forma; já a que não vê a mudança pode ainda assim ver muitas outras coisas e nao repara na mudança porque está distraida com o que se passa a sua volta. Mas acho que isso depende das situações... ambas podem ser cegas.
É como perguntar "mais surda é a pessoa que não evolui ou a que não escuta a evolução do mundo?"
Na verdade... Isto de falar a sério, faz-nos colocar perguntas que não têm resposta... ou que poderão ter várias consoante o dia que passámos... :)
Ontem, quando coloquei semelhane pergunta esperando ouvir-vos/ler-vos, pensava eu... que a mudança é uma coisa tramada de se pensar... É que se é díficil mudar, igualmente dificil é ver que o Outro reparou tão pouco na mudança, quando ela aconteceu e assumiu formas abismais, ou quase abismais... e pensava, então, é mais cego aquele que demorou a mudar (mas mudou) ou esse outro que continua a agir e a pensar como se nada tivesse mudado à sua volta...? bem, é uma cena estúpida mas ao mesmo tempo interessante para pensar.
Nas aulas que dei recentemente, falei da mudança... no modo como nós (na nossa profissão) tratamos a mudança! E olha, Noquitos, deu-me para pensar nestas coisas... e em muito, muito mais... ;)
(Gostei particularmente do:" foste tu que escreveste essa frase?"... ainda tens que me explicar o porquê...) :) kiss
Às vezes, a mudança, ainda que seja abismal, e principalmente se é interior, não é tão perceptível assim para o Outro. Bem sei que existe muita coisa indizível, mas também é importante usarmos as palavras e os gestos para dar a conhecer ao outro aquilo que queremos que ele veja, ainda que esperássemos que fosse ele a notar e a dizer-nos. E porque, também, às vezes, esperarmos não chega.
Ou então o Outro, ainda que veja, não o demonstra por variadissimos motivos.
Ah, mas quando falo que o Outro não repara é quando há mt provas disso mesmo, quando esta na cara... por isso é que a questão inicial surgiu: então quem é mais cego?... é mesmo aquele que não quer ver... que ainda está centrado no antes.
Por outro lado, se o Outro não o demonstra, então está à espera de quê? :)
Pode não demonstrar por variadíssimos motivos, como já tinha dito: se calhar não está para aí virado, tem mais em que pensar, acha que isso não é o mais importante, está virado para os seus próprios problemas, sei la...pode ser tanta coisa. E dizer que é mais cego um que o outro depende de tanta coisa. As pessoas estão sempre cheias, tanto de culpas como de virtudes. E nem sempre estamos disponíveis para notar as mudanças do Outro, nem o Outro para notar as nossas. Não concordo quando dizes que quem não nota a mudança é o mais cego. Acho que mais importante é o próprio agente denotar essa mudança, e direccioná-la da melhor forma. E, se o conseguir fazer, os outros vão, concerteza notar (ou não), mas isso também não é o mais importante.
Falar em mudança implica falar e sentir um conjunto de variáveis que, por vezes, nos ficam difusas, dificieis de encontrar, muitas vezes iludidas, outras vezes mascaradas. Entre o desejo de mudar e a verdadeira mudança vai uma distância longa onde a construção de novos sentidos e compreensões têm que ser, invariavelmente, conseguidos.Aí, teremos atitudes, comportamentos, sentimentos que permitem não só mostrar ao outro como a nós, que realmente houve uma mudança, grande ou pequena....E para que a mudança seja notória ela também tem que ser comunicada, o problema é que por vezes, também podem falhar regras nessa comunicação e o dilema coloca-se: será uma questão de mudança ou de comunicação?
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